Para que serve o Dia Nacional da Imprensa

Há quem pense que comemora algum evento da UNESCO. Não, isso é o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a 3 de maio.

Há quem pergunte se é o dia de algum santo. Também não. O dia do santo protetor dos jornalistas, S. Francisco de Sales, é a 28 de janeiro. Por isso o Papa escolhe este dia para anunciar o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais, que tem lugar entre a Ascensão e o Pentecostes. Também não é o dia dos Arcanjos anunciadores (Miguel, Gabriel e Rafael), que é a 29 de setembro…

O Dia Nacional da Imprensa pretende ser um dia de Reflexão, de Informação e de Afirmação da Imprensa Portuguesa.

Se lembrarmos o programa de 2010 – 16 de dezembro, em Santarém, encontramos para reflexão o tema “Ganhar o digital sem perder o papel”. Para informação, a conferência “Tablets: Boia de Salvação?”. E, para afirmação, a participação no DNI de Santarém de Jorge Lacão, então ministro dos Assuntos Parlamentares, e de José Azeredo Lopes, ex-presidente da ERC.

Três anos mais tarde, em Lisboa, a 12 de dezembro, a afirmação esteve na presença de Miguel Poiares Maduro, que desempenhava funções como ministro adjunto, e de Paulo Lomba, então secretário de Estado adjunto. A informação ganhava forma com a apresentação da ferramenta Editor’s Pick, da Google, e a reflexão foi conduzida por Augusto Mateus, a quem coube falar sobre os apoios europeus 2014/2020, para os quais, e pela primeira vez, as empresas editoras de jornais e revistas foram elegíveis.

(Re)novar as políticas públicas para os Media (2013), e A Imprensa em Mudança – gestão para o sucesso (2010), foram os temas que organizaram os pensamentos de Reflexão, Informação e Afirmação da Imprensa Portuguesa nesses já longínquos anos.

Este ano, na Coimbra Business School, a sustentabilidade das empresas editoras de jornais e revistas e o papel de atores não tradicionais no mundo da publicidade, como as Fundações, o Estado ou as Misericórdias (a economia do terceiro setor) enquanto promotores dessa sustentabilidade, são os temas em destaque. Também escolhemos falar do êxito da informação local, celebrada em todo o mundo como a nova estratégia contra a comunicação global, cada vez mais fechada nas redes dos GAFA (acrónimo de Google, Amazon, Facebook e Apple).

Portugal, com os seus 400 jornais e outras tantas revistas, é um viveiro da comunicação local, seja produzida no Porto, em Lisboa, no Funchal, na Lourinhã, em Leiria ou em Braga… A informação local não levanta paredes. Pelo contrário, abre portas à coesão e ao reforço da identidade cultural, seja de âmbito regional ou nacional. Os projetos cooperativos financiados pelo Fundo Google em Portugal nos últimos anos são um êxito internacionalmente reconhecido.

Venha saber porquê, assistindo às apresentações do painel “O êxito da informação local e de proximidade”, no dia 9 de dezembro, no auditório da Coimbra Business School.

Com a participação de Lino Vinhal (Administrador do Grupo Media Centro), Patrícia Duarte (Diretora Adjunta do Região de Leiria), Luís Carlos Fonseca (Diretor Geral do Diário do Minho) e António Balhanas (Country Manager da Deco Proteste). Modera Alexandre Nilo Fonseca, especialista em comunicação digital e comércio eletrónico.

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